Branding nos Açores.
Começa por ouvir, não por desenhar.
Uma marca é o que as pessoas dizem de si quando não está na sala. O logótipo é uma parte disso, e o desenho sai melhor quando o que está por baixo já está resolvido.
Criação de marca
Um logótipo é apenas um sinal. A marca é tudo o resto, e é isso que começamos por perceber.
Entra aí o nome, o tom com que fala, as cores que as pessoas já lhe associam, a forma como responde a um email, o que sente quem entra pela porta.
Por isso começamos por perceber o que o torna diferente, o que os seus clientes sentem quando lidam consigo e o que quer que lembrem de si daqui a cinco anos. Só depois desenhamos, e aí o desenho já tem de onde vir.
O resultado é uma identidade que trabalha para si em cada cartão, cada fatura, cada publicação, cada embalagem: verdadeira, memorável e funcional nos sítios onde vai viver.
Da conversa ao manual
O que acontece, na prática, entre o primeiro café e a marca no ar.
Começa com imersão: conversas consigo e com a sua equipa, análise da concorrência, leitura do mercado. É a fase mais aborrecida e também a mais decisiva, porque sem ela o que sai acaba por ser gosto pessoal com ar de estratégia.
Depois vem o território: a plataforma de marca, o posicionamento, o tom de voz, o nome se for preciso. Alinhamos consigo antes de desenhar seja o que for: é muito mais barato mudar de ideias numa apresentação do que num rótulo já impresso.
Por fim o sistema visual: símbolo, tipografia, cor, grelhas, aplicações e um manual de normas que explica como tudo se usa. Entregamos os ficheiros em todos os formatos e, se quiser, ficamos por perto para garantir que a marca é aplicada como deve ser.
Ver projetos de brandingRebranding e evolução
O negócio cresceu, mudou de rumo, e a imagem ficou para trás.
Acontece muito. A empresa evoluiu, o público mudou, entraram serviços novos, e a identidade continua a contar a história de há dez anos.
Fazemos um diagnóstico honesto antes de propor seja o que for. Às vezes a conclusão é que não precisa de marca nova, precisa de arrumar a que tem: fixar cores, tratar da tipografia, criar as aplicações que faltam. Dizemos isso, mesmo quando o trabalho maior nos daria mais dinheiro.
Quando o rebranding se justifica mesmo, fazemo-lo sem deitar fora o que já construiu. Há reconhecimento acumulado ao longo de anos que não vale a pena apagar só por gosto.
Naming
Está a lançar alguma coisa e ainda não sabe como se vai chamar.
Um bom nome costuma ser curto, dizer-se bem ao telefone, escrever-se sem ter de explicar, e não fechar portas ao que a empresa possa vir a fazer daqui a cinco anos.
Trabalhamos territórios de nome a partir do posicionamento, testamos como soam em português e em inglês (importante para quem trabalha com turismo) e verificamos disponibilidade de domínio e de redes antes de nos apaixonarmos por algum.
Depois do nome escolhido, tratamos do pedido de registo de marca nacional, para uma classe de produtos ou serviços. Se o pedido vier a ser recusado, a resposta à recusa é trabalho de advogado e fica fora do nosso âmbito.
Marcas que saíram daqui.
Três identidades construídas para contextos diferentes: uma frota, um santuário natural e uma clínica.
O que nos perguntam sempre.
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Quanto tempo demora criar uma marca de raiz?
Entre quatro a seis semanas, na maioria dos casos. Projetos maiores, que envolvam naming, arquitetura de marca, website ou muitas aplicações levam mais. Quando enviamos a nossa proposta inicial, enviamos também sempre uma estimativa de prazo de acordo com o projeto.
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Qual é a diferença entre logótipo e identidade visual?
O logótipo é uma peça. A identidade visual é o sistema completo: logótipo e as suas variantes, paleta de cores, tipografia, grelhas, iconografia, tratamento de fotografia e as regras que dizem como tudo se combina.
É a diferença entre ter uma assinatura e ter uma forma de escrever. Só com o sistema é que a marca se mantém coerente quando várias pessoas produzem materiais.
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Vale a pena fazer rebranding ou é dinheiro deitado fora?
Vale quando a identidade já não corresponde ao que a empresa é, quando está a impedir a entrada num mercado novo, ou quando é tão inconsistente que cada material parece de uma empresa diferente.
Não vale quando o problema real é outro: preço, serviço, distribuição. Uma marca nova não resolve um negócio que não está a funcionar.
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O que é que recebo, em concreto, no fim?
Os ficheiros da marca em todos os formatos necessários (vetor e imagem, para impressão e para ecrã), a paleta de cores com as referências para digital e para impressão, as tipografias e respetivas licenças, as aplicações desenhadas e um manual de normas.
Tudo é seu, entregue sem custos adicionais e sem condições.
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Tratam do registo da marca no INPI?
Tratamos. Fazemos o pedido de registo de marca nacional, que produz efeitos jurídicos apenas em Portugal. Pode ser verbal (abrange só as palavras), figurativa (só as imagens) ou mista (imagens e palavras), e inclui uma classe de produtos ou serviços; classes adicionais são orçamentadas à parte.
O que não podemos garantir é a concessão. O registo pode ser recusado e, nesse caso, o processo é reencaminhado para um advogado, que elabora e apresenta a resposta à recusa, com custos adicionais, ou desiste-se do pedido. Não nos responsabilizamos pela não aprovação nem pelo apoio jurídico que venha a ser necessário.
Sendo concedido, o registo é válido por dez anos em Portugal e deve ser renovado dez anos após a data da concessão.
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Trabalham com empresas que já têm designer interno?
Sim. Nesses casos entregamos o sistema e o manual pensados para serem operados por outra pessoa, e ficamos disponíveis para as dúvidas de aplicação nos primeiros meses. O objetivo é a marca sobreviver sem nós.
Antes de desenhar, queremos ouvir.
Conte-nos o que tem hoje e o que sente que está a falhar. Da primeira conversa sai sempre uma leitura honesta, mesmo quando a leitura é que ainda não é altura de mexer na marca.