1 de Março, 2024

“10 CURIOSIDADES SOBRE LISBOA”

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Lisboeta que se preze sabe responder a estas 10 questões sobre a cidade. Ou então não sabe, mas finge.

*1. Por que é que os homens do lixo são chamados de “Almeidas”?

São chamamos “Almeidas” os homens que recolhem o lixo porque os primeiros a fazer esse trabalho vinham de Almeida, uma vila do distrito da Guarda, povoação fronteiriça da comarca de Pinhel. Interessante seria, se fossem naturais da Lixa, cidade do concelho de Felgueiras, pois esta história teria mais piada.

*2. Por que é que há um arco no meio da Praça de Espanha?*

O arco que está no meio da praça fazia parte do Aqueduto das Águas Livres e estava na Rua de São Bento. Foi desmontado aquando de umas obras de remodelação, em 1938, e esteve espalhado na rotunda da Praça de Espanha até 1998, ano em que um apaixonado por ‘Lego’ o devolveu à sua forma original.

*3. É mesmo proibido dar de comer aos pombos? Porquê?*

Dar milho aos pombos é proibido de acordo com o n.º1 do Art.º 60º do Regulamento de Resíduos Sólidos. A dieta é obrigatória para evitar que esta praga se reproduza. Ou seja, se os pombos comerem os seus restos de pão e bolos não vão comer o milho contraceptivo que é distribuído pela cidade com o objectivo de controlar essa encantadora população de aves que insiste em redecorar os nossos carros com os seus excrementos.

*4 . Quanto ganha o presidente da Câmara?*

Está a pensar candidatar-se ao cargo? Acha que podia fazer melhor ali no Eixo Central ou tem outras ideias sobre como tornar o trânsito mais caótico em 2023? Fique a saber que um presidente da Câmara de Lisboa ou Porto ganha 3.587€ ilíquidos por mês, 55% do salário base do presidente da república. O cálculo do ordenado é feito com base no número de eleitores de cada município.

*5. Quanto mede a rua da Betesga? É assim tão pequena?*

A Rua da Betesga tem aproximadamente 10 metros de comprimento e é tida como a rua mais pequena de Lisboa. A expressão “meter o Rossio na Rua da Betesga” é usada sempre que um lisboeta muda de casa e tem de tirar o sofá pela porta da entrada.

*6. Quanto tempo demoraram as obras de Santa Engrácia?*

Demoraram 284 anos. De 1682 a 1966. Demorou, mas lá que ficou uma obra bonita, isso ficou.

*7. Há um faroleiro no Bugio?*

O farol, no Forte de São Vicente do Bugio, deixou de ser uma fortificação em 1945 e tornou-se automático em 1981. No ano seguinte os faroleiros foram mandados para casa e desde então que está vazio. Isto significa que se quiser pode ocupar o forte, declarar a sua independência e começar a emitir moeda. Não diga a ninguém que fui eu que dei a ideia.

*8. Qual é a pata direita do cavalo de D. José?*

É a esquerda. Não conhece o trocadilho? É uma provocação tão antiga como a estátua equestre que está no Terreiro do Paço. A pata direita – ou que está “a direito” – é a pata esquerda do cavalo. A pata do seu lado direito está ligeiramente dobrada, daí ser possível brincar com os vários significados da palavra “direita”. É rir a bom rir. E qual é a cor do cavalo branco de D. José? Ok, vamos parar com isto.

*9. É verdade que a estátua que está no Rossio é de um imperador mexicano?*

Não e é uma pena. Dava uma belíssima história. O mito urbano de que a estátua que está na praça do Rossio não é de D. Pedro IV, mas sim do imperador Maximiliano do México, é só isso mesmo: um mito. Reza a lenda que o escultor tinha feito uma belíssima estátua do tal imperador, entretanto fuzilado, e para não dar o trabalho por perdido reciclou-a como homenagem ao monarca português.

*10. Estamos todos familiarizados com a Segunda Circular, mas onde fica a Primeira Circular?*

A Primeira Circular existiu – não existe mais – e “circulava” a cidade no século XIX: começava no Largo de Alcântara, passava pelas ruas D. Carlos I, Marquês de Fronteira, Duque de Ávila, Praça do Chile e por aí acima pela Morais Soares para depois descer até Santa Apolónia. Representava na altura os limites da cidade, que entretanto transbordou e vai daí fez-se uma Segunda Circular.

Eu que não sou alfacinha juntei 10 curiosidades sobre Lisboa que todos os alfacinhas deviam conhecer – mas certamente nem todos conhecem.

– A fotografia é a do Arco de São Bento em tempos idos.

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